sexta-feira, 16 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Se desliga, cara!
Você aí, que vive ligado nos notes, nos nets, nos tablets, nos smarts, nas redes, vê se se desliga um pouco. A vida real também é o maior barato!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Quando o futebol brasileiro era bom
Quando o futebol brasileiro era bom, o Nilton Santos foi avançando ao ataque, foi avançando, avançando e, enquanto o treinador Feola gritava "Volta Nilton, volta Nilton!", fez um gol contra a Áustria na Copa 1958.
Quando o futebol brasileiro era bom, o Pelé reserva do Dida, o Garrincha reserva do Julinho e o Vavá reserva do Mazola passaram a titulares na Copa 1958 porque os jogadores Nilton Santos e Zito, entre outros, botaram o treinador Feola contra a parede: "ou eles entram ou a gente perde esta merda".
Quando o futebol brasileiro era bom, o treinador Tim, do Fluminense, armou sua mesa de botões pra mostrar aos jogadores as suas posições no campo contra o Flamengo. O atacante Rodrigo, vendo seu "botão" na intermediária, empurrou-o para a marca do pênalti e, batendo várias vezes com o dedo sobre o botão, sentenciou: "É aqui! É aqui que eu jogo!"
Quando o futebol brasileiro era bom, o Clodoaldo combinou mudar de posição com o Gérson – contra a ordem do treinador Zagallo - e marcou o gol de empate na semi-final da Copa 1970 contra o Uruguai. O Brasil foi à final e ganhou o tri-campeonato.
Quando o futebol brasileiro era bom, a Democracia Corintiana foi bi-campeã paulista em 1982 e 1983 com a auto-gestão dos jogadores, liderados por Sócrates, Zenon, Vladimir, Zé Maria e Biro-Biro, sem que ninguém consiga se lembrar quem foram os treinadores (*).
Quando o futebol brasileiro era bom, o Paulo César Carpeggiani pendurou as chuteiras e imediatamente foi ser treinador dos seus ex-companheiros de Flamengo: Zico, Leandro, Junior, Tita, Adílio, Andrade etc. Distribuiu as camisas e disse: "Joguem!". O Flamengo foi Campeão do Mundo Interclubes em 1982.
Estes e muitos outros exemplos da história do nosso futebol marcam um tempo em que os jogadores comandavam o espetáculo e a importância dos treinadores era secundária. Naqueles tempos, o futebol brasileiro era bom.
Hoje temos os 'professores', inflados na beira do campo, cheios de verborragia, munidos de aparatos eletrônicos espetaculosos e armados na disciplina militar (obedeça ou obedeça), que só servem pra dar aparência nobre à sua incapacidade cada dia mais nítida.

O atual ‘professor-mor’ Mano Menezes, no seu futebolês, propagandeia que a 'modernização' da Seleção Brasileira passa pela convocação dos craques "desde que eles se adaptem aos ‘nossos’ métodos, esquemas, sistemas, normas e projetos." Quer dizer, ele quer craques mas não quer que joguem como craques.
O futebol brasileiro não pode depender dos ‘professores’, como nunca dependeu dos treinadores. O futebol brasileiro precisa é que não atrapalhem os nossos craques que querem jogar sua bola. Resumindo: nestes tempos de ‘professores’ o grito da torcida é sempre “Burro! Burro!”, no tempo dos jogadores o grito era “Brasil! Brasil!”. Isto explica tudo.
(*) Mario Travaglini e Zé Maria foram os treinadores
Quando o futebol brasileiro era bom, o Pelé reserva do Dida, o Garrincha reserva do Julinho e o Vavá reserva do Mazola passaram a titulares na Copa 1958 porque os jogadores Nilton Santos e Zito, entre outros, botaram o treinador Feola contra a parede: "ou eles entram ou a gente perde esta merda".
Quando o futebol brasileiro era bom, o treinador Tim, do Fluminense, armou sua mesa de botões pra mostrar aos jogadores as suas posições no campo contra o Flamengo. O atacante Rodrigo, vendo seu "botão" na intermediária, empurrou-o para a marca do pênalti e, batendo várias vezes com o dedo sobre o botão, sentenciou: "É aqui! É aqui que eu jogo!"
Quando o futebol brasileiro era bom, o Clodoaldo combinou mudar de posição com o Gérson – contra a ordem do treinador Zagallo - e marcou o gol de empate na semi-final da Copa 1970 contra o Uruguai. O Brasil foi à final e ganhou o tri-campeonato.
Quando o futebol brasileiro era bom, a Democracia Corintiana foi bi-campeã paulista em 1982 e 1983 com a auto-gestão dos jogadores, liderados por Sócrates, Zenon, Vladimir, Zé Maria e Biro-Biro, sem que ninguém consiga se lembrar quem foram os treinadores (*).
Quando o futebol brasileiro era bom, o Paulo César Carpeggiani pendurou as chuteiras e imediatamente foi ser treinador dos seus ex-companheiros de Flamengo: Zico, Leandro, Junior, Tita, Adílio, Andrade etc. Distribuiu as camisas e disse: "Joguem!". O Flamengo foi Campeão do Mundo Interclubes em 1982.
Estes e muitos outros exemplos da história do nosso futebol marcam um tempo em que os jogadores comandavam o espetáculo e a importância dos treinadores era secundária. Naqueles tempos, o futebol brasileiro era bom.
Hoje temos os 'professores', inflados na beira do campo, cheios de verborragia, munidos de aparatos eletrônicos espetaculosos e armados na disciplina militar (obedeça ou obedeça), que só servem pra dar aparência nobre à sua incapacidade cada dia mais nítida.

O atual ‘professor-mor’ Mano Menezes, no seu futebolês, propagandeia que a 'modernização' da Seleção Brasileira passa pela convocação dos craques "desde que eles se adaptem aos ‘nossos’ métodos, esquemas, sistemas, normas e projetos." Quer dizer, ele quer craques mas não quer que joguem como craques.
O futebol brasileiro não pode depender dos ‘professores’, como nunca dependeu dos treinadores. O futebol brasileiro precisa é que não atrapalhem os nossos craques que querem jogar sua bola. Resumindo: nestes tempos de ‘professores’ o grito da torcida é sempre “Burro! Burro!”, no tempo dos jogadores o grito era “Brasil! Brasil!”. Isto explica tudo.
(*) Mario Travaglini e Zé Maria foram os treinadores
terça-feira, 28 de junho de 2011
E você não acredita em conexão espiritual, né?
Deu no Daily Mail de 15 de março:
A volta do pesadelo: a deprimente destruição de Hiroshima repetida nas imagens dos rastros do tsunami.

(legenda das fotos) "1945 à esquerda e 2011 à direita: Os santuários xintoístas representam a conexão espiritual entre o povo e a terra. Os tradicionais portões Torii de entrada a estes santuários estão entre as poucas estruturas a sobreviver em Hiroshima há 66 anos e na aldeia de Otsuchi na última sexta-feira."
Por favor, céticos, qual é a parte da Engenharia que explica isso?
A volta do pesadelo: a deprimente destruição de Hiroshima repetida nas imagens dos rastros do tsunami.

(legenda das fotos) "1945 à esquerda e 2011 à direita: Os santuários xintoístas representam a conexão espiritual entre o povo e a terra. Os tradicionais portões Torii de entrada a estes santuários estão entre as poucas estruturas a sobreviver em Hiroshima há 66 anos e na aldeia de Otsuchi na última sexta-feira."
Por favor, céticos, qual é a parte da Engenharia que explica isso?
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
O jogo dos sonhos
Quando Sergio Pezzotta soou o apito final da Copa Libertadores no Pacaembu, não sabia que na verdade estava dando início ao mais fantástico jogo da história: o Barcelona x Santos que já está acontecendo nos sonhos de todos os amantes do futebol, seis meses antes das duas equipes se enfrentarem em campo na final do Mundial Interclubes da FIFA.
Este é um jogo perfeito. No campo dos sonhos, a disputa é entre o melhor time do mundo e o melhor time da história, não apenas um confronto entre Messi-Xavi-Iniesta e Neymar-Ganso-Elano. Neste campo entram também as chuteiras sagradas de Pelé e Coutinho, Maradona, Cruyff, Carlos Alberto, Pepe, Ronaldo, Romário, Robinho, Ronaldinho, Rivaldo...

Neste jogo imaginário, não tem bola na canela, carrinho, passe errado, chutão. Não tem taça, não tem título nem semi-final nem Mazembaço. Só passe fino, tabelinha, lançamento e golaço.
Um jogo que vai sendo construído e comentado nos bares, escritórios, esquinas, praças, parques, churrascos, mesas redondas da TV. Cheio de lençóis, canetas, defesas milagrosas, cabeçadas, letras, chilenas, dribles-da-vaca, bicicletas e aquela bola no cantinho da trave que-só-não-entrou-porque-Deus-não-quis?
Um jogo de sonho que vai ser jogado até dezembro, que só vai acabar quando, enfim, o juiz apitar o início do jogo verdadeiro e o Brasil inteiro acordar para a dura realidade da voz do Galvão Bueno.
Este é um jogo perfeito. No campo dos sonhos, a disputa é entre o melhor time do mundo e o melhor time da história, não apenas um confronto entre Messi-Xavi-Iniesta e Neymar-Ganso-Elano. Neste campo entram também as chuteiras sagradas de Pelé e Coutinho, Maradona, Cruyff, Carlos Alberto, Pepe, Ronaldo, Romário, Robinho, Ronaldinho, Rivaldo...

Neste jogo imaginário, não tem bola na canela, carrinho, passe errado, chutão. Não tem taça, não tem título nem semi-final nem Mazembaço. Só passe fino, tabelinha, lançamento e golaço.
Um jogo que vai sendo construído e comentado nos bares, escritórios, esquinas, praças, parques, churrascos, mesas redondas da TV. Cheio de lençóis, canetas, defesas milagrosas, cabeçadas, letras, chilenas, dribles-da-vaca, bicicletas e aquela bola no cantinho da trave que-só-não-entrou-porque-Deus-não-quis?
Um jogo de sonho que vai ser jogado até dezembro, que só vai acabar quando, enfim, o juiz apitar o início do jogo verdadeiro e o Brasil inteiro acordar para a dura realidade da voz do Galvão Bueno.
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