Vai começar tudo de novo. Vem aí o maior campeonato de futebol profissional do mundo – o Brasileirão 2011. Vinte clubes recheados de juvenis e veteranos, promessas e velhacos, técnicos professores, falastrões e gritões. E juízes de toleráveis a ladrões, jamais bons.
A imprensaiada esportiva nacional já está em polvorosa. Qual vai ser o campeão, quem será o artilheiro, com quantas rodadas será demitido o primeiro treinador, quantos treinadores terão sido demitidos ao final. E quem contratará quem, onde vai jogar fulano, quantos velhinhos voltarão lá de fora?
Nada disso me interessa, o que eu quero saber é o quanto o Fluminense me fará sofrer este ano. Sim, porque o papel histórico do Fluminense é fazer o torcedor sofrer no campeonato brasileiro (e não só).
O Fluminense vai começar o campeonato sem treinador titular. O nível das contratações realizadas até agora leva a crer que sem time titular também. Convenhamos que não é a maneira mais animadora de iniciar a “competição mais difícil do Universo”. Mas tem uma explicação: a julgar pelo que fez desde que tomou posse, desconfio que o Fluminense também não terá um presidente titular, não só neste campeonato mas em todo o atual mandato.
Mas o Fluminense é um clube de paixão às avessas, um clube cuja torcida aplaude o adversário “cucaracha” que acabou de tomar das nossas mãos um título de Libertadores da América em pleno Maracanã. Tenho impressão que a galera até gosta um pouquinho desse sofrimento pré-estabelecido, de nunca ser favorito e mesmo quando tem algum favoritismo ser coberto por uma certa dose de desconfiança.
Então, vamos lá! Que venha o Brasileirão! Vai ser sofrido, mas quem sabe não acaba bem?
(nota mental: na próxima encarnação, nascer espanhol e torcer pro Barcelona. Porra!)
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A esperança de bem sofrer.
Marcadores:
campeonato brasileiro,
fluminense,
futebol,
sofredor
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Maria Callas também era Diva da culinária. Sabia?
Sou um mestre-cuca primário – um neanderthal, diriam os gourmants – mas gosto de fazer minhas incursões no fogão. A parte inofensiva desta ausência de autocrítica é que a cobaia sou eu mesmo, mas às vezes acerto uma ou outra receita. E, alheio às críticas como convém a um artista, persevero.
Outro dia, fui a uma livraria em busca de um livro culinário, digamos, “diferente”. Olha daqui, procura dali, e veja só o que encontrei: A PAIXÃO SECRETA DE MARIA CALLAS – um luxuoso livro sobre... culinária! Pasmem, a Diva gostava de receitas!!!

Estava escrito na contracapa: “Mesmo passados 30 anos de sua morte prematura, Maria Callas ainda exerce um grande fascínio na Itália e no mundo. ‘Cozinhar bem é como criar. Quem gosta de cozinha, também gosta de inventar’, segredou La Divina. E uma de suas grandes paixões era justamente a boa mesa. Isso fez com que Maria Callas colecionasse receitas que recortava de jornais e de revistas femininas ou que pedia aos chefs dos grandes restaurantes que freqüentava.”
O livro conta um pouco da vida da Diva, sua glória, seus amores, suas desilusões, tudo isso entremeado por sua paixão invencível pela boa mesa. Maria Callas, sempre que apreciava um bom prato, pedia a receita ao cozinheiro e as anotava à mão. Felizmente algumas dessas preciosidades, que estavam minuciosamente escritas em pequenos pedaços de papel, foram resgatadas. São iguarias preparadas em lugares famosos como o Harry´s Bar de Veneza e o Savini de Milão, além de locais por onde a grande diva passou em sua visita ao Brasil, quando se apresentou na Temporada Lírica Oficial de 1951, em São Paulo e no Rio.
Mas como eu não estou aqui pra fazer propaganda gratuita de restaurantes, e nem sei se eles ainda existem, só quero deixar a dica: As receitas anotadas pela Diva – algumas até criadas por ela – são sensacionais!
Se você confia em minha capacidade culinária – eu não confiaria – está convidado a partilhar comigo algumas dessas receitas. Eu ficaria imensamente feliz, já você, sei não...
Outro dia, fui a uma livraria em busca de um livro culinário, digamos, “diferente”. Olha daqui, procura dali, e veja só o que encontrei: A PAIXÃO SECRETA DE MARIA CALLAS – um luxuoso livro sobre... culinária! Pasmem, a Diva gostava de receitas!!!

Estava escrito na contracapa: “Mesmo passados 30 anos de sua morte prematura, Maria Callas ainda exerce um grande fascínio na Itália e no mundo. ‘Cozinhar bem é como criar. Quem gosta de cozinha, também gosta de inventar’, segredou La Divina. E uma de suas grandes paixões era justamente a boa mesa. Isso fez com que Maria Callas colecionasse receitas que recortava de jornais e de revistas femininas ou que pedia aos chefs dos grandes restaurantes que freqüentava.”
O livro conta um pouco da vida da Diva, sua glória, seus amores, suas desilusões, tudo isso entremeado por sua paixão invencível pela boa mesa. Maria Callas, sempre que apreciava um bom prato, pedia a receita ao cozinheiro e as anotava à mão. Felizmente algumas dessas preciosidades, que estavam minuciosamente escritas em pequenos pedaços de papel, foram resgatadas. São iguarias preparadas em lugares famosos como o Harry´s Bar de Veneza e o Savini de Milão, além de locais por onde a grande diva passou em sua visita ao Brasil, quando se apresentou na Temporada Lírica Oficial de 1951, em São Paulo e no Rio.
Mas como eu não estou aqui pra fazer propaganda gratuita de restaurantes, e nem sei se eles ainda existem, só quero deixar a dica: As receitas anotadas pela Diva – algumas até criadas por ela – são sensacionais!
Se você confia em minha capacidade culinária – eu não confiaria – está convidado a partilhar comigo algumas dessas receitas. Eu ficaria imensamente feliz, já você, sei não...
Marcadores:
arte culinária,
culinária,
Maria Callas
segunda-feira, 9 de maio de 2011
¿Por que no te calas, Zé?
O velho lobo Zagallo abriu o verbo durante um seminário sobre a Copa do Mundo no Brasil, promovido pelos jornais cariocas O Globo e Extra. Não se sabe bem por quê, apontou sua verve na direção do R10: "Para vestir a camisa da Seleção Brasileira, ele (Ronaldinho Gaúcho) não tem mais condições orgânicas para isso. É um craque, mas jogar como meio-campo na amarelinha, jamais!
"
O treinador eleito pelo presidente da CBF pra comandar a vitória na sua "quatorze", Mano Menezes estava na cadeira ao lado e se remexeu, ajeitou a gravata, passou a mão pela semi-careca, olhou pro teto, respirou fundo e fingiu que não tinha ouvido. Mas ouviu. Pra não apertar ainda mais a saia justa, respondeu com diplomacia:
- É uma questão de respeito na condução do trabalho. O grupo que vai para Copa América é com quem participou de jogos até aqui. - ou seja, falou e não disse.
Mesmo não entendendo qual é a contribuição desse seminário para o futebol ou o esporte brasileiro, ou mesmo para a "quatorze" do Ricardo Teixeira, ficou no ar uma questão: Se, na convocação do dia 19 de maio, Mano Menezes chamar o R10, vai sepultar de vez os delírios do velho lobo. Se não chamar - como acho que não chamaria de qualquer jeito - vai passar recibo de falta de personalidade no 'mais alto cargo da pátria de chuteiras".
Sai dessa, Mano!
"

O treinador eleito pelo presidente da CBF pra comandar a vitória na sua "quatorze", Mano Menezes estava na cadeira ao lado e se remexeu, ajeitou a gravata, passou a mão pela semi-careca, olhou pro teto, respirou fundo e fingiu que não tinha ouvido. Mas ouviu. Pra não apertar ainda mais a saia justa, respondeu com diplomacia:
- É uma questão de respeito na condução do trabalho. O grupo que vai para Copa América é com quem participou de jogos até aqui. - ou seja, falou e não disse.
Mesmo não entendendo qual é a contribuição desse seminário para o futebol ou o esporte brasileiro, ou mesmo para a "quatorze" do Ricardo Teixeira, ficou no ar uma questão: Se, na convocação do dia 19 de maio, Mano Menezes chamar o R10, vai sepultar de vez os delírios do velho lobo. Se não chamar - como acho que não chamaria de qualquer jeito - vai passar recibo de falta de personalidade no 'mais alto cargo da pátria de chuteiras".
Sai dessa, Mano!
Marcadores:
Copa 2014,
Mano Menezes,
R10,
Ronaldinho Gaúcho,
Zagallo
quarta-feira, 13 de abril de 2011
O efeito-dominó dos Ronaldinhos
Quando, há um ano e tal atrás, o Corinthians 'roubou' o Ronaldinho Fenômeno do Flamengo e estourou o Brasil com a 'maior jogada de marketing do futebol brasileiro', meu lado marqueteiro aplaudiu de pé, mas meu amor pelo esporte torceu o nariz. Este ano, o Flamengo devolveu o estouro e fez a 'maior das maiores jogadas de marketing' trazendo o outro Ronaldinho, o Gaúcho.
De novo, uma vitória acachapante do marketing sobre o esporte.
Nem o Ronaldinho Fenômeno estava, nem o Ronaldinho Gaúcho está (quem sabe estará?), em condições de praticar o esporte que os consagrou. Mas, devido à longa carência de ídolos no nosso futebol, as torcidas e a mídia receberam-nos como deuses (que foram, sim, mas que já não são) tal como incentivaram as empresas que bancaram seus patrocínios.
O perigo é que na esteira desses dois sucessos muito bem marquetados - mas nada esportivos - outros cartolas de outros clubes menos populares e menos marquetáveis quanto Corinthians e Flamengo, acharam de imitar "A Fórmula" de ganhar um prestígio fácil. E toca de contratar Decos, Rivaldos, Liédsons e Adrianos - e mais sonhos de Seedorf, Vagner Love e Pablo Forlan -, à base das tais parcerias milagrosas que pagam tudo e não custam nada. Todos esses jogadores com prá lá de trinta anos e muito mais pra lá de trinta dinheiros. E com o único objetivo - declarado - de 'encerrar a carreira' aqui ou acolá. Jogar bola, que é bom, nada. E se a moda pega?
Se a moda pega, como parece que já está pegando, os marqueteiros vão inundar futebol brasileiro com fórmulas espetaculares quase nunca acompanhadas de investidores reais.
Foi bem legal ver o Ronaldo Fenômeno virar um louco do bando. É bem legal ver o Ronaldinho Gaúcho filosofar que "o Flamengo é o Flamengo".
Entre Ronaldinhos loucos e Ronaldinhos filósofos, é melhor o futebol brasileiro parar por aqui. Seguir em frente vai ser andar pra trás.
De novo, uma vitória acachapante do marketing sobre o esporte.
Nem o Ronaldinho Fenômeno estava, nem o Ronaldinho Gaúcho está (quem sabe estará?), em condições de praticar o esporte que os consagrou. Mas, devido à longa carência de ídolos no nosso futebol, as torcidas e a mídia receberam-nos como deuses (que foram, sim, mas que já não são) tal como incentivaram as empresas que bancaram seus patrocínios.
O perigo é que na esteira desses dois sucessos muito bem marquetados - mas nada esportivos - outros cartolas de outros clubes menos populares e menos marquetáveis quanto Corinthians e Flamengo, acharam de imitar "A Fórmula" de ganhar um prestígio fácil. E toca de contratar Decos, Rivaldos, Liédsons e Adrianos - e mais sonhos de Seedorf, Vagner Love e Pablo Forlan -, à base das tais parcerias milagrosas que pagam tudo e não custam nada. Todos esses jogadores com prá lá de trinta anos e muito mais pra lá de trinta dinheiros. E com o único objetivo - declarado - de 'encerrar a carreira' aqui ou acolá. Jogar bola, que é bom, nada. E se a moda pega?
Se a moda pega, como parece que já está pegando, os marqueteiros vão inundar futebol brasileiro com fórmulas espetaculares quase nunca acompanhadas de investidores reais.
Foi bem legal ver o Ronaldo Fenômeno virar um louco do bando. É bem legal ver o Ronaldinho Gaúcho filosofar que "o Flamengo é o Flamengo".
Entre Ronaldinhos loucos e Ronaldinhos filósofos, é melhor o futebol brasileiro parar por aqui. Seguir em frente vai ser andar pra trás.
Assinar:
Postagens (Atom)
